Internacional

Mariupol, na Ucrânia, enterra vítimas de ataques russos em valas comuns

FolhaPress
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Kiev - A cidade portuária de Mariupol, sob constantes ataques russos, teve de enterrar pelo menos 47 vítimas da guerra em uma vala comum, disse o vice-prefeito, Serhi Orlov. Ele não especificou se entre essas vítimas estão crianças e gestantes do Hospital e Maternidade atacados na véspera. Havia extra-oficialmente 31 vítimas em estado gravíssimo e três mortos, entre as quais uma criança.

Autoridades locais dizem que 1.207 civis morreram na cidade como consequência do conflito até aqui. O número é quase duas vezes maior que a cifra de mortos confirmada pelas Nações Unidas para todo o país ?516.

Ainda assim, segundo Orlov, o número seria subnotificado. "Estes são apenas os corpos que coletamos nas ruas", disse o prefeito.

Segundo o vice-prefeito, nem todos os corpos puderam ser identificados. A impossibilidade de levá-los para cemitérios de cidades vizinhas e a sobrecarga de Mariupol fizeram com que muitos tivessem de ser colocados na vala comum.

RUSSOS NEGAM 

Ministério da Defesa da Rússia negou nesta quinta-feira (10) que suas tropas tenham bombardeado, no dia anterior, uma maternidade e um hospital infantil na cidade de Mariupol, na Ucrânia. Segundo a pasta, imagens de pessoas feridas e as acusações por parte de autoridades ucranianas fazem parte de uma "provocação encenada".

Nesta quinta, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse que três pessoas, incluindo uma criança, foram mortas no ataque aéreo ao hospital. Um dia antes, o governo ucraniano informou que 17 pessoas, entre elas mulheres e crianças, teriam ficado feridas no ataque, atrelado aos russos. O número subiu ontem.

Imagens divulgadas por fontes oficiais do governo ucraniano mostraram vários destroços do local, além de grávidas sendo removidas em meio do entulho gerado pelo bombardeio.

Antes do comunicado do Ministério da Defesa, o chefe das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, havia chamado de patética a reação dos ucranianos. Ele alega que, ao contrário do que foi dito por Kiev, o prédio atacado estava sem pacientes há dias e vinha sendo ocupado por soldados ucranianos.

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