São Paulo - Há dois anos, em 12 de março de 2020, o Brasil registrava a primeira morte por Covid-19, de uma mulher de 57 anos, que morreu um dia após ser internada em um hospital municipal da zona leste de São Paulo.
Um dia antes da morte, a diarista Rosana Urbano tinha saído por volta das 4h da manhã de casa, na Cidade Tiradentes (zona leste), e percorrido 25 km para ver a mãe, Gertrudes, internada com pneumonia no Hospital Municipal Doutor Cármino Caricchio, no Tatuapé.
Diabética e hipertensa, quando soube que a mãe estava intubada, ela passou mal e foi internada no mesmo local. Já estava, como a mãe, contaminada. Morreu às 19h15 do dia 12 de março. Gertrudes morreu três dias depois da filha. Rosana deixou três filhos e o marido, auxiliar de limpeza.
O reconhecimento da morte como sendo a primeira no Brasil só ocorreu em junho. Até então, o primeiro caso brasileiro era tido como um outro registrado em 17 de março em um hospital privado da capital paulista.
Desde então, o País já soma mais de 654 mil óbitos e mais de 29,3 milhões de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia. As médias móveis de óbitos e infecções continuam em queda, em comparação aos dados de duas semanas atrás. A de mortes está agora em 467 por dia, diminuição de 35%. A média de casos é de 46.895, redução de 44%.