Um caminhão do Grupo de Operações de Trânsito (GOT) da Emdurb ficou ilhado na av. Nações Unidas, sob o viaduto da Fepasa, durante a forte chuva que atingiu a cidade (leia mais abaixo), na tarde desta segunda (14). Os dois ocupantes, os agentes Jader Luiz Débia, 42 anos, e Marciel Gomes, 43 anos, que pretendiam colocar barreiras de madeira para interromper o trânsito no local, precisaram subir no teto da cabine do veículo para aguardar socorro.
Depois de cerca de meia hora de uma angustiante espera, eles foram resgatados de bote, pelo Corpo de Bombeiros. Os agentes contam que foram para este ponto crítico da Nações pouco antes das 14h, logo quando a chuva forte começou.
Eles sinalizaram o sentido Rodoviária-Centro e, como Jader Débia, que estava ao volante, sabia que o nível da água subiria rápido, entrou na contramão na pista contrária para concluir a interdição naquele trecho da via. Porém, ao passar pelo alagamento, que já estava na altura dos pneus do caminhão, o motor do veículo afogou e o condutor não conseguiu mais dar partida.
"Foi bem tenso no início, porque o nível da água começou a subir e chegou até o teto da cabine do caminhão, nos nossos pés. A água estava agitada, o veículo começou a chacoalhar e nosso medo era que ele virasse. Ficamos pensando no que poderíamos fazer, porque estávamos exatamente onde fica a grelha de escoamento de água existente naquele ponto. Se a gente caísse ali, certamente seríamos sugados para dentro da água e não teríamos qualquer chance de sobrevivência", relata Débia.
SALVO PELO IRMÃO
Gomes conta que eles informaram a situação ao encarregado do GOT, que acionou o Corpo de Bombeiros. Durante a espera, o alívio só veio com a estabilização do nível da água e quando tiveram maior confiança de que o veículo não viraria.
Cerca de meia hora depois, os agentes foram finalmente resgatados. "Eles comentaram que, quando passaram em cima da grelha, sentiram o bote sendo puxado. Só por um milagre uma pessoa sairia viva ao cair ali", reforça Gomes, que classificou a rapidez da inundação de ontem como anormal. Por coincidência, um dos bombeiros que estavam na embarcação era seu irmão.
"Nós, que estamos sempre envolvidos nestas operações, estamos arriscados a passar por isso. A gente espera que não aconteça, mas entende que faz parte do nosso trabalho, que é evitar que as pessoas se machuquem", completa.