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O 'vigia' não pode descansar

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda que nos falte um conhecimento médio de geopolítica, seja da era da URSS (antiga União Soviética) ou mesmo agora após a união dessas repúblicas, onde chegamos à Rússia, não saberíamos tão pouco assim para nos alijar de comentar ou deixar nossa opinião sobre a "operação militar especial" dos russos na Ucrânia, já que as palavras "guerra e invasão" estão proibidas de serem pronunciadas na Rússia. Mas devido ao seu poder bélico, mesmo estando longe, melhor não subestimar Putin, este filho da Rússia.

Assunto esse sobre o absurdo dessa "operação", feita a mando e desmando de Vladmir Putin. Absurdo esse mesmo em qualquer outra que se fez ou que se faça a "guerra", em nome do bem, da vida e da paz.

Não cabendo pretexto algum de ideologia, se pró-comunismo ou se de fidelidade ao capitalismo. Pois nessa hora o que se conta são vidas humanas. Aliás, como em todas as guerras, os que mais morrem e mais sofrem são aqueles que menos deveriam morrer, pois são inocentes e contrários a estas. O que a Rússia de Putin nos mostra então é o quanto ficamos enganados com relação ao fim da "Guerra Fria", onde imaginávamos que ela estaria gélida e inerte ao menos a sete palmos debaixo da terra. Ou apenas em cabeças de líderes como Kin-Jong-Un, da Coreia do Norte. Este pouco levado a sério por todo o mundo. Ou quimeras lá pelas bandas da China, ainda fechada e calada. E corroborando com essa crença da melhora da raça humana estaria a proximidade com a "guerra da Covid-19", que fez e ainda faz milhões de vítimas, sem respeitar fronteiras, ideologias, povos ou etnias. E o mundo todo sofreu, até a chegada das vacinas, e mesmo com o negacionismo de "alguns", o inimigo corona vem perdendo força substancialmente.

Mas, infelizmente, nos esquecemos da maldade, intrínseca dos seres humanos, e de que não podemos esquecer, nem nos deixar adormecer, porque esta maldade sempre tem nos surpreendido. Então, de repente, nos deparamos novamente com invasões, massacres e bombardeios. E com o perigo iminente das armas nucleares. Sinal claro de que "o vigia" não pode descansar, mesmo quando o inimigo estiver parecendo desinteressado e combalido, e não representando mais ameaça alguma.

Rezemos!

O autor é colaborador de Opinião.

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