Regional

Empresário dá carona a trabalhador rural e é morto com facada no peito

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Guarantã - Um empresário de 56 anos foi morto com uma facada no peito, na manhã desta quarta-feira (16), em Guarantã (78 quilômetros de Bauru), após dar carona a trabalhador rural de 45 anos que havia conhecido na semana passada. O suspeito tentou fugir, mas foi preso pela Polícia Militar Ambiental quando caminhava pela linha férrea. Ele declarou à polícia que queria roubar e vender o carro da vítima e enviar o dinheiro para uma mulher nos Estados Unidos, que conheceu por meio de uma rede social.

Segundo o delegado de Guarantã, Adilson Carlos Vicentini Batanero, o empresário Sérgio Minoru Yamada morava em Cafelândia, mas viajava diversas vezes por dia para Guarantã, onde era proprietário de uma quitanda. Ontem, de acordo com o delegado, por volta das 9h30, quando seguia para o comércio, ele deu carona para o trabalhador rural Enio Pereira, de 45 anos.

O suspeito contou ao delegado que, no trajeto, na chamada estrada vicinal do cemitério, já em Guarantã, desferiu uma facada no peito de Sérgio com o veículo em movimento, com intenção de roubá-lo. Ainda de acordo com versão do trabalhador rural, o empresário seguiu por alguns metros, arrancou a faca do peito e a jogou pela janela e ele acabou fugindo sem levar nada.

Populares encontraram a vítima ferida e acionaram a Polícia Militar (PM). Em estado grave, ela foi socorrida por uma ambulância da prefeitura, mas morreu a caminho do Hospital das Clínicas (HC) de Marília. Equipe da Polícia Militar Ambiental de Lins em patrulhamento localizou o suspeito caminhando pela linha férrea. Ele tentou fugir, mas foi detido após breve acompanhamento.

A faca também foi encontrada e apreendida. Encaminhado à delegacia de Guarantã, o trabalhador rural foi autuado por latrocínio. Segundo Batanero, que representou à Justiça pela conversão do flagrante em prisão preventiva, ele revelou que conheceu o empresário na semana passada, quando pegou uma carona com ele, confessou o crime e disse que roubaria o veículo e enviaria o dinheiro resultante da venda para mulher nos Estados Unidos, que conheceu pelo Facebook e com quem mantém contato pelo WhatsApp.

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