Washington - Aplaudido de pé pelos congressistas dos Estados Unidos nesta quarta-feira (16), o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, evocou episódios da história americana para pedir que o país reforce o apoio oferecido a Kiev na guerra iniciada pela Rússia.
Zelenski citou o sonho de Martin Luther King, evocou o 11 de setembro e até o ataque a Pearl Harbor, na Segunda Guerra Mundial.
O líder ucraniano voltou a pedir o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre o território de seu país, proposta até aqui negada pela Otan, a aliança militar ocidental.
Ele também pediu novos pacotes de sanções ao governo e aos oligarcas russos, instando empresas americanas a encerrarem quaisquer operações com o país, e reforçou a necessidade de assistência militar.
O ucraniano, um outsider eleito em 2019 e agora à frente da maior crise de segurança na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, disse que não vê "nenhum sentido na vida" se não puder evitar a morte de mais crianças, aquela que seria a maior preocupação de seu governo. Saudou, ainda, o povo de seu país. Disse que os ucranianos estão, na verdade, lutando por toda a Europa e pela paz no mundo, não apenas pela Ucrânia.
E fez um chamado direto ao presidente Joe Biden e ressaltou que o protagonismo americano no mundo tem seu preço. "Ser o líder do mundo também significa ter de ser o líder da paz", declarou, nas palavras finais de seu discurso.
Deu certo. Biden anunciou para ele recursos da ordem de US$ 800 milhões de dólares para ajuda militar à Ucrânia.