Internacional

Putin diz que país nunca esteve tão forte

Agência Brasil
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No evento, Putin defendeu a "operação especial", como ele se refere à guerra na Ucrânia, e disse que a Rússia nunca teve tanta força. Ele elogiou o que chamou de "ação heroica" dos militares nessa operação.

"Nossos soldados estão atuando nesse conflito, tentando ajudar um ao outro, como irmãos de verdade. Protegendo seu irmão contra bala. Defendendo seu irmão com o seu próprio corpo. Nós nunca tivemos tamanha força", afirmou.

O presidente russo também parabenizou os soldados que lutaram na anexação da Crimeia e disse que, nos últimos oito anos, a Rússia fez todo o possível para levantar a Crimeia, "fornecendo coisas básicas como gás, energia, todo tipo de serviço, redes, criando novas vias de transporte para trânsito de pessoas e de cargas".

BARREIRAS

Putin disse ainda que as cidades da Crimeia e de Sebastopol criaram uma barreira contra neonazistas e extremistas nacionalistas, assim como a região pró-Moscou de Donbass.

"Eles também criaram uma barreira, um bloqueio, atuavam se defendendo de bombas aéreas. Tudo isso foi feito contra o genocídio que estava acontecendo. Tentando fazer com que as pessoas se livrassem desse sofrimento. E esse foi o principal motivo da operação que está acontecendo hoje na Ucrânia".

O mandatário russo sustenta a tese de que o governo ucraniano é composto por neonazistas e comete genocídio contra o próprio povo. Nessa semana, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) refutou essa tese e ordenou que a Rússia retire as tropas da Ucrânia. Ordem, até agora, não cumprida.

PAPA

O papa Francisco voltou a condenar, nesta sexta-feira (18), as ações militares russas na Ucrânia, chamando-as de um "abuso perverso de poder". O pontífice não mencionou diretamente a Rússia, porém, seguindo uma tradição do Vaticano de buscar janelas para manter o diálogo aberto com todas as partes. "O sangue e as lágrimas das crianças, o sofrimento de mulheres e homens que estão defendendo sua terra ou fugindo das bombas abalam nossa consciência", disse, em mensagem enviada a um evento da igreja em Bratislava.

A Eslováquia é um dos principais destinos de ucranianos que fogem da guerra. Até agora, segundo a ONU, cerca de 235 mil pessoas buscaram refúgio no país, o quinto que mais acolheu refugiados desde o início da invasão russa.

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