Moscou - A Rússia intensificou, neste sábado (19), sua ofensiva na Ucrânia, anunciando o uso, pela primeira vez, de mísseis hipersônicos.
O ministério da Defesa russo disse que, no dia anterior, havia usado mísseis hipersônicos "Kinjal" para destruir um depósito de armas subterrâneo no oeste da Ucrânia, algo sem precedentes, segundo a agência estatal Ria Novosti. Esse tipo de míssil desafia todos os sistemas de defesa antiaérea, segundo Moscou.
Não houve relato dos danos causados pelo uso desse tipo de míssil.
A Ucrânia, por sua vez, admitiu neste sábado que perdeu "temporariamente" o acesso ao Mar de Azov, apesar de a Rússia controlar de fato toda a costa desde o início de março e o cerco da cidade portuária estratégica de Mariupol. Além disso, o Exército russo afirmou na sexta que conseguiu entrar e lutar no centro da cidade ao lado de tropas da "república" separatista de Donetsk.
Segundo o assessor do ministério do Interior ucraniano, Vadim Denisenko, citado pela agência Interfax-Ucrânia, a situação é "catastrófica" em Mariupol. "A luta acontece pela Azovstal", uma grande siderúrgica nos arredores da cidade. "Uma das maiores siderúrgicas da Europa está sendo arruinada de fato", lamentou.
Mísseis russos atingiram os arredores do aeroporto de Lviv no que seria o primeiro ataque aéreo direto de Moscou contra a cidade no oeste da Ucrânia.