Regional

Servidores em Jaú entram em estado de greve e prometem paralisação

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Servidores de Jaú (47 quilômetros de Bauru) entraram em estado de greve e prometem paralisar as atividades no dia 30 de março, caso não haja acordo com a prefeitura. A categoria, que hoje é composta por cerca de 3,2 mil pessoas representadas pelo Sindicato dos Funcionários da Prefeitura, Autarquias e Empresas Municipais de Jaú (Sinfunpaem), pede à gestão de Ivan Cassaro reposição inflacionária de 20,40% mais 5% de aumento real.

Duas contrapropostas do Executivo, de reajustes de 5% e 8%, já foram rejeitadas em assembleias do funcionalismo nos últimos dias. A expectativa do Sinfunpaem, que protocolou nesta segunda (21) ofício informando ao município a possível paralisação do dia 30, é de que o diálogo volte a ocorrer ainda nesta semana.

"Faremos uma nova assembleia nessa sexta-feira (25), e esperamos que, antes disso, a prefeitura nos chame novamente para um acordo. Caso contrário, podemos paralisar. Por enquanto, 100% do pessoal está trabalhando, o estado de greve é apenas o alertar que estamos unidos", cita Edenilson Aparecido de Almeida, presidente do Sinfunpaem.

APOIO

O estado de greve foi aprovado em assembleia na última quinta-feira (17). Na sexta (18), servidores se reuniram com vereadores, em encontro convocado pelo presidente da Casa, o vereador João Brandão. Participaram também os parlamentares Luizinho Andretto, Carlos Alberto Lampião, Chico Quevedo, Fábio Souza, Jefferson Vieira, Leandro Passos, Luiz Henrique Chupeta, Marcos Brasil, Mateus Turini, Paulo Gambarini, Rodrigo de Paula e Tito Coló Neto.

Durante o encontro, os vereadores manifestaram alinhamento com a pauta de reivindicações do funcionalismo e se comprometeram a apoiar os servidores a terem, pelo menos, o reajuste inflacionário.

Brandão disse que não colocará em pauta, sem antes consultar o sindicato, um eventual projeto enviado pelo Executivo que não atenda às demandas dos servidores.

Nesta segunda (21), membros do Legislativo teriam se encontrado com o Executivo para discutir possíveis saídas para o impasse.

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