Internacional

EUA acusam Rússia de crimes de guerra

FolhaPress
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Washington - O Departamento de Estado americano anunciou nesta quarta-feira (23) que uma investigação interna concluiu que as tropas russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia. Na semana passada, o secretário Antony Blinken e o presidente Joe Biden já haviam usado esses termos em declarações sobre o conflito.

Blinken chamou o documento da diplomacia de "análise cuidadosa". Para chegar à conclusão, o governo americano diz ter se baseado em informações de inteligência e outras disponíveis em fontes públicas.

Paralelamente, a proposta de resolução da Rússia sobre o conflito da Ucrânia não foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira (23). Apenas o embaixador russo e o chinês votaram a favor; todos os outros 13 membros se abstiveram, incluindo o Brasil.

O presidente ucraniano Volodmir Zelenski pediu nesta quarta-feira (23), em discurso ao Parlamento japonês, amplas reformas nas Nações Unidas, afirmando que seus esforços não impediram a invasão russa.

"Nem as Nações Unidas nem o Conselho de Segurança funcionaram. São necessárias reformas", criticou o líder ucraniano em um discurso por videoconferência para parlamentares japoneses.

O texto elaborado fala sobre acesso à ajuda e proteção civil na Ucrânia, mas não menciona o papel de Moscou na crise, nem como essa ajuda humanitária seria feita. 

"Em vez de especular sobre a questão, devemos adotar uma resolução que será um passo prático e importante para os esforços humanitários", disse o embaixador russo, Vassily Nebenzya, antes da votação do projeto.

CRIMES

O secretário de Estado falou em "vários relatos confiáveis de ataques indiscriminados e deliberadamente direcionados a civis, bem como outras atrocidades" que teriam sido cometidas pelas forças de Moscou, citando bombardeios em Mariupol, cidade no sudeste sob cerco dos russos.

Segundo o responsável pela diplomacia americana, os EUA continuarão rastreando relatos de crimes de guerra e compartilharão as informações coletadas com aliados e instituições internacionais.

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