Tribuna do Leitor

Uma versão

José Misael Ferreira do Vale
| Tempo de leitura: 2 min

Nos parece que o imperialismo mundial mostrou, de fato, a cara formidável!

A direita democrática ocidental poderosa choca-se com o autoritarismo eslavo que volta com força total sem levar em conta o senso do razoável.

A Rússia, potência nuclear, quer marcar oposição por meio do militarismo. Ressentida com o esfacelamento da União Soviética quer vizinho confiável.

Ataca a Ucrânia, nação quase irmã, que num anseio deseja ser europeia!

O imperial espírito de luta do eslavo, agora desafiado, reage pela sua raiz. E o autoritarismo se avoluma para combater os inimigos ocultos do país.

A Ucrânia, governada por um jovem aguerrido, sem noção clara de geopolítica, enfrenta o poderoso urso com vara curta e coloca o país em escura sina.

Corajoso, mas sem tino político, leva o seu povo na direção certa da ruína.

Nessa história toda, o povo ucraniano sofre as agruras de guerra regional. O Ocidente finge ajudar o país sofrido, mas receia cair numa guerra total.

A Otan, que deveria ser cancelada com a queda do forte Pacto de Varsóvia, iniciou, logo após a queda da União Soviética o cerco à então Rússia unitária.

Os aliados da Segunda Grande Guerra não reconheceram o exército solidário, grande vitorioso vermelho, frente à enorme máquina negra de guerra nazista.

Desde então, a política internacional se transformou no pacto fascista ocidental pela defesa dos interesses econômicos das nações de economia neoliberal.

Com a hegemonia do modo de produção e circulação da mercadoria no mundo, tudo tendeu à globalização das relações comerciais de modo real profundo.

Aí, uma guerra no norte terrestre põe em cheque as relações transnacionais, e uma nova "guerra fria" aparece no horizonte, em função de interesses vitais, que colocam a Política e a Economia como práticas sociais de efeitos mortais!

A crueza das relações comerciais endurecem as condutas sócio-nacionais! E, em busca da sobrevivência, as nações partem para competições finais.

Está armado o pomo da discórdia, por falta de Ética e Humanidade reais.

O valor e a finalidade da Sociedade ficam para trás e o sofrimento fatal toma ares de monstro a engolir multidões em privações e injustiças sociais!

O autor é presidente do Sebrae-SP.

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