Internacional

Tropas formadas por paramilitares neonazistas ajudam contra a Rússia

FolhaPress
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Kiev  - Cerca de 50 combatentes do Batalhão Azov, um grupo paramilitar neonazista que agora faz parte da Guarda Nacional da Ucrânia, reuniram-se nesta sexta-feira (25) para a cerimônia de cremação de dois combatentes que foram mortos em Moschum, a nordeste da grande Kiev e a 35 km do centro da capital.

Um deles, que adotou o nome de guerra Tur, retornou ao país após dois anos trabalhando numa empresa de proteção de animais ameaçados de extinção na África do Sul. "Protejo os animais porque não sabem fazer guerra. Faço guerra por eles", disse, enquanto aguardava a chegada dos corpos dos atingidos por um bombardeio. "Não estamos em 2014 [em referência à anexação da Crimeia pelos russos], esta é uma outra guerra -não temos mais combates cara a cara. Hoje os russos nos atacam com morteiros."

Ao anunciar o início de sua "operação militar especial", o presidente russo, Vladimir Putin, citou entre os motivos para desencadear a guerra a necessidade de "desnazificar" a Ucrânia. A existência do Batalhão Azov, criado há oito anos para lutar contra separatistas russos, confirma a presença de neonazistas no país, ainda que não sejam maioria no Exército nem façam parte do governo ucraniano.

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