Regional

Área de transbordo vira 'lixão' em Jaú

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Um vereador de Jaú (47 quilômetros de Bauru) denuncia acúmulo de lixo e formação de chorume na área de transbordo de resíduos sólidos domésticos localizada às margens da rodovia engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225), a Jaú-Brotas, próximo a entrada de uma usina. De acordo com ele, o local, que deveria armazenar o lixo coletado no município por, no máximo, 24 horas, até envio a aterro particular na região, vem se transformando em um verdadeiro lixão ao ar livre.

Fotos encaminhadas pelo parlamentar Luizinho Andretto (Republicanos) ao JC mostram a montanha de lixo  que se formou na área de transbordo. Como Jaú não tem aterro, os resíduos sólidos recolhidos no município são levados de caminhão até o local. De lá, seguem para um aterro particular em Piratininga. No início deste mês, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) flagrou uma grande quantidade de urubus e catadores informais na área.

"De acordo com o edital de contratação de empresa para transbordo, que custou mais de R$ 2,9 milhões, em janeiro de 2022, o lixo não pode ficar mais de 24 horas na estação (de transbordo), o que não está ocorrendo", diz Andretto. "Lá virou um lixão e o chorume está correndo pelas propriedades vizinhas. É um risco para o meio ambiente. Cumprindo meu papel, avisei a Prefeitura e Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para que medidas sejam adotadas".

RESPOSTAS

Em nota, a Cetesb informou que, no dia 18 de março, foi realizada vistoria na área em que está localizado o transbordo de resíduos de Jaú e que, na ocasião, foram verificadas condições inadequadas de operação. "No momento da vistoria, não foi constatado o empoçamento de chorume", diz.

"Será dada continuidade às medidas administrativas, com aplicação de penalidade de autuação à Prefeitura Municipal de Jaú, considerando trâmites administrativos necessários. Salientando que o tipo de penalidade, bem como o valor, ainda serão avaliados".

Também em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Jaú justificou que, "após término do contrato com a firma prestadora de serviço, a nova empresa passou por um período de adaptação, situação que resultou no acúmulo de resíduos no local de transbordo".

"Diante do problema, a Secretaria de Meio Ambiente notificou a empresa por três vezes. A tramitação caminha para uma advertência, conforme previsto em contrato. Outro desdobramento desta situação é o desconto no pagamento à prestadora do serviço. Hoje (ontem), já não há mais geração de chorume no local. A previsão é que, na próxima semana, o serviço volte à normalidade", declara.

 

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