Rio de Janeiro - Dono da terceira maior reserva de níquel do mundo, o Brasil pode despontar como alternativa de investimentos no setor, que vive um cenário de preços recordes e grandes incertezas após o início da guerra da Ucrânia.
O preço internacional do níquel chegou a bater no início de março US$ 100 mil (R$ 480 mil) por tonelada pela primeira vez na história, como reflexo do aumento do risco sobre a Rússia, que representa hoje 10% da produção global.
Em 2021, por exemplo, o preço médio do níquel foi US$ 18,5 mil (R$ 89 mil) por tonelada. Após o início da guerra e o pico do início do mês, o metal era negociado nesta sexta-feira (25) na casa dos US$ 37 mil por tonelada.
As negociações acabaram sendo interrompidas na bolsa de mercadorias de Londres, mas ainda assim, o metal fechou alguns pregões acima de US$ 48 mil (R$ 230 mil) por tonelada.
O conflito no Leste Europeu pegou o mercado em um momento já bem aquecido, com preços já pressionados pela elevada demanda por baterias para veículos elétricos e parques geradores de energia solar ou eólica.
"A alta do preço vai favorecer a busca por jazidas, estudos geológicos mais aprofundados e portfólios de projetos que estão esperando momento mais adequado", diz Aline Nunes, coordenadora de Assuntos Minerários do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).
Em 2021, por exemplo, o preço médio do níquel foi US$ 18,5 mil (R$ 89 mil) por tonelada. Após o início da guerra e o pico do início do mês, o metal era negociado nesta sexta-feira (25) na casa dos US$ 37 mil por tonelada.