Considerada a mulher mais disruptiva do mundo pela organização Women in Tech, Nina Silva, 39 anos, CEO do movimento Black Money, mantém contato com uma rede de cerca de 5 mil afroempreendedores. O objetivo da iniciativa é fazer o dinheiro de pessoas negras circular entre empresas comandadas por negros. Por isso, ao falar sobre temas como criptomoedas, Nina crê que pode inspirar empreendedores a desbravar e incorporar novas tecnologias. Em janeiro, ela se tornou apresentadora do Pitch Brasil, programa lançado no Clubhouse, rede social baseada em áudio, em que cinco negócios de empreendedores negros e periféricos se apresentam por semana para serem avaliados por ela e outros jurados com experiência em startups, inovação e comunicação. O prêmio é de US$ 500 (cerca de R$ 2.500) por edição. Independentemente do resultado, diz Nina, os participantes recebem retornos diretos sobre seus projetos, com ênfase em como levar o negócio para o digital de forma competitiva e aproveitar uma rede de relacionamento. O trabalho das redes de negócios voltadas à comunidade negra ajuda a fortalecer a confiança e a autoestima desses empreendedores e a criar negócios sustentáveis, diz Camila Farani, investidora e jurada do programa de TV "Shark Thank Brasil", exibido pelo Sony Channel. Mesmo assim, afirma ela, um dos desafios do empresário negro é lidar com um estereótipo de empreendedor homem, branco e formado em universidade de ponta. A situação se agrava no caso de mulheres negras, que precisam provar frequentemente que suas ideias e projetos são consistentes.
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