Nacional

PL retira ação contra 'política eleitoral' no Lollapalooza

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O Partido Liberal (PL) decidiu retirar o processo apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que resultou na decisão do ministro Raul Araújo de tentar censurar o Lollapalooza.

A ordem para que o partido pedisse o encerramento da ação partiu do presidente Jair Bolsonaro (PL), que teria ficado irritado com a iniciativa da legenda, segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

Assim, tornou-se menos provável que haja julgamento do caso no plenário da corte. Para que o litígio seja encerrado, porém, ainda é necessário que Araújo declare extinto o processo.

ENTENDA

A polêmica teve início após Araújo dar uma decisão no último sábado (26) em que estabeleceu que manifestações a favor ou contra qualquer candidato ou partido político estavam proibidas no festival Loollapalooza, sob pena de multa de R$ 50 mil.

A ação foi movida pelo PL após Pabllo Vittar fazer um gesto com os dedos polegar e indicador, formando a letra L, em apoio ao ex-presidente Lula (PT). Depois, desfilou em meio ao público com uma bandeira com o rosto do petista.

Mesmo após o despacho, artistas ignoraram a decisão e puxaram gritos com críticas a Bolsonaro e elogios a Lula.

Na decisão, Araújo afirmou que Pabllo havia feito "clara propaganda eleitoral em benefício de possível candidato ao cargo de presidente da República, em detrimento de outro possível candidato, em flagrante desconformidade com o disposto na legislação eleitoral, que veda, nessa época, propaganda de cunho político-partidária".

"Defiro parcialmente o pedido de tutela antecipada formulada na exordial da representação, no sentido de prestigiar a proibição legal, vedando a realização ou manifestação de propaganda eleitoral ostensiva e extemporânea em favor de qualquer candidato", afirmou.

Depois da decisão, diversos artistas se mobilizaram contra a medida do TSE e classificaram a decisão como censura.

Comentários

Comentários