Se por um lado há o bom atendimento aos usuários, por outro a estrutura e manutenção deixam a desejar e causam grande desconforto e indignação para quem utiliza a Unidade da Saúde da Família (USF) situado no Residencial Nova Bauru. O local fica na rua Lúcia Boni São Pedro, 2-154, e atende, também, parte da população da Vila São Paulo e Pousadas 1 e 2. Neste prédio, foi possível encontrar mofo preto, ferrugens e infestação parcial de pombos que defecam no teto do imóvel. Em dias de chuva, com as infiltrações, a água escorre com as fezes dos pássaros pelas paredes.
A denúncia da precariedade é de Sônia Santos Medeiros, coordenadora do Conselho Gestor da Unidade da Família do Nova Bauru. Segundo ela, o local está em uma situação lamentável e que necessita de cuidados urgentes da Secretaria de Saúde.
"Desde antes da secretária Alana Trabulsi Burgo assumir a pasta, o vice-prefeito e então titular da Saúde, Orlando Dias, já havia tomado conhecimento das nossas reivindicações e dos problemas. Não é novidade para eles. O mofo preto presente nas paredes pode causar problemas respiratórios, tanto para usuários quanto para funcionários. E nos preocupa também o fato das ferrugens nos objetos e a falta de ar-condicionado. E tem mais: em dias de chuva, a população fica do lado de fora da unidade, porque ela é pequena. Problema fácil de se resolver com a instalação de um toldo", comenta Sônia Medeiros, que precisou ir à Emdurb pedir uma lixeira nova para a calçada do posto.
A coordenadora do Conselho Gestor acrescenta ainda que o novo ventilador chegou somente após três semanas insistindo. E que o forno microondas, usado na cozinha da unidade, é emprestado porque a sede não tem o item próprio para funcionários aquecerem o almoço.
O JC procurou a Secretaria de Saúde, por meio da assessoria de imprensa, dentro de seu período de expediente, à tarde, mas a pasta informou que irá se pronunciar somente nesta terça-feira (29), após a publicação da reportagem.