Pesaram na saída de Milton Ribeiro os sinais de cansaço que o próprio auxiliar vinha dando. A interlocutores ele afirmou estar chateado e preocupado com o assédio que a família vinha sofrendo.
Ribeiro foi a Brasília no sábado (26) para conversar com o presidente antes do evento de lançamento da sua pré-candidatura à reeleição, para deixá-lo a vontade para decidir seu destino na pasta. O ministro viajou em voo comercial e foi visto no aeroporto usando óculos escuros, máscara e boné, que dificultavam que fosse reconhecido.
Bolsonaro vinha resistindo em entregar a cabeça do auxiliar, apesar da pressão sofrida até por seu núcleo de campanha. Dizia que só o exoneraria caso aparecessem provas irrefutáveis de corrupção envolvendo diretamente Ribeiro.