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Saúde recua de declarar fim da pandemia: competência é da OMS

FolhaPress
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Brasília - Depois de prometer declarar o fim da pandemia da Covid-19, tarefa que cabe apenas à OMS (Organização Mundial da Saúde), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, modulou o discurso e mira mudanças mais brandas. A ideia inicial é reforçar a versão de que o governo venceu a crise sanitária, mas usar como marco a revogação de regras secundárias.

MÁSCARAS

Um exemplo é a restrição para exportar medicamentos, oxigênio e outros itens de saúde. O ministro ainda quer recomendar o fim do uso de máscaras, medida já adotada por alguns governadores.

Uma ala da pasta defende ainda divulgar documento orientando dispensar a proteção em alguns casos, enquanto alguns auxiliares de Queiroga temem que a medida seja judicializada.

Em 3 de março, o presidente publicou uma foto ao lado de Queiroga e disse que o ministro "estuda rebaixar para endemia a situação da Covid-19 no Brasil".

Na última semana, Bolsonaro reforçou a ideia. "Devemos, a partir do início do mês que vem, com a decisão do ministro da Saúde de colocar fim à pandemia, voltarmos à normalidade no Brasil".

Técnicos do governo, porém, alertaram Queiroga de que não há ao alcance do ministro da Saúde um botão capaz de fazer essa mudança. Isso depende apenas da OMS (Organização Mundial da Saúde). Ele, então, mudou o discurso e passou a reconhecer que não vai acabar com a pandemia no Brasil, como havia prometido.

O ministro quer também deixar a entrada no País mais flexível. A ideia é derrubar, até  esta sexta-feira (1º), a cobrança de teste de detecção da Covid-19 de passageiros vacinados que entram no Brasil, além de dispensar o período de quarentena, mas não o exame, daqueles que não foram imunizados.

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