Após idas e vindas, em meio a muitas informações, o governador João Doria definiu nesta quinta-feira (31) e afirmou a aliados que vai renunciar ao governo de São Paulo e manter a pré-candidatura à Presidência da República. A decisão veio após uma reunião com tucanos no Palácio dos Bandeirantes, quando o governador recebeu um gesto de apoio do PSDB e da pressão de aliados.
O PSDB pretende lançar Rodrigo Garcia ao governo de São Paulo e a permanência de Doria no cargo desidrataria a campanha, entre outras consequências.
A maior pressão nesse sentido veio do presidente da Câmara Municipal da capital paulista, Milton Leite (União Brasil). O MDB, do prefeito Ricardo Nunes, também participou das articulações. Eles afirmaram a Doria que o "campo azul" (adversários da centro-esquerda) no Estado de São Paulo seria desmantelado sem a candidatura de Garcia (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes.
Segundo esse grupo, representado por Leite e Nunes, haveria uma debandada de apoios da centro-direita em direção à candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) ao governo. Também argumentaram que as candidaturas desse grupo aos Legislativos neste ano sofreriam forte abalo.