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Taxistas em Bauru denunciam concorrência de clandestinos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Taxistas de Bauru denunciam uma concorrência desleal que estaria sendo praticada por motoristas de aplicativo clandestinos. Segundo o Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, alguns condutores de apps estão trafegando na cidade com os programas desligados para conseguirem maior valor pelos trajetos e captarem clientes.

A entidade reclama ainda que, desde a regulamentação do transporte via aplicativo no município, em 2019 (Lei Municipal 7.190), não há fiscalização efetiva e nem mesmo um cadastro com o número atual de profissionais na modalidade.

Em nota, a Emdurb antecipa que pretende adotar novas estratégias para fiscalizar o transporte por app, bem como as demais modalidades de transportes especiais (leia mais abaixo).

Presidente do sindicato, Vitor Talão critica a situação e aponta inércia do poder público. "É algo que acontece por toda a cidade. Os motoristas desligam o aplicativo para não pagarem a taxa às empresas. E aproveitam para fazerem carteira de clientes, assim como os taxistas. A prefeitura sabe que esse tipo de coisa acontece, mas nunca agiu, tanto que paramos até de reclamar", afirma o sindicalista.

Um dos locais apontados entre os mais problemáticos pela categoria seria a região do Aeroporto Moussa Tobias, onde aconteceria com mais frequência a "arrecadação" de passageiros. Os taxistas apontam que, por lá, ocorre a chamada "corrida dupla", onde um cliente paga a viagem via aplicativo e o mesmo valor é cobrado, por fora, de um segundo passageiro que aceite aproveitar a corrida.

"Eles esperam os desembarques de voos e mariscam (arrecadam) os clientes dos taxistas", reforça Talão, contando que, para isso, os condutores em questão chegam a parar ou até mesmo estacionar nas vagas destinadas aos pontos de táxi.

"Isso é contra a lei, é contra a existência da nossa categoria profissional e não há qualquer punição por parte da fiscalização. Aliás, apesar da regulamentação, a prefeitura ainda não possui sequer o número total de profissionais do tipo cadastrados na cidade", critica Talão.

ESCOLAR

O sindicato denuncia ainda a ocorrência do transporte clandestino de estudantes, o que classifica como uma situação até mais grave. "Com a volta às aulas, alguns motoristas de aplicativos têm sido contratados por fora como transporte escolar por pais de alunos. Com o programa desligado, eles buscam e levam crianças, sem seguir qualquer regra que a lei estipule", aponta o presidente do Sindicato dos Taxistas.

"Em contrapartida, o poder público tem exigido cada vez mais dos taxistas. Desde a atualização anual de antecedentes criminais até o conserto de algum amassado na lataria no carro, ou furo em banco, para que o veículo passe na vistoria", finaliza Vitor Talão.

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