Política

Vereador garante liminarmente o mandato, muda de partido e anuncia pré-candidatura a deputado federal

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Luiz Eduardo Borgo filiou-se nesta quinta-feira (31) ao partido Brasil 35, antes chamado Partido da Mulher Brasileira (PMB), e declarou que é pré-candidato a deputado federal pela legenda. O convite foi feito pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que já havia assinado, no dia 12 a sua filiação. Mas a decisão foi tomada, segundo Borgo, após uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que garantiu a permanência de seu mandato, mesmo após a saída do PSL, que deu origem ao União Brasil na fusão com o Democratas.

Para trocar de partido, Borgo entrou com uma ação pedindo justa causa para desfiliação do PSL, por fusão e mudança substancial do programa partidário. Na decisão liminar, que mantém seu mandato até o julgamento do mérito, o relator Afonso Celso Silva considerou pertinente o pedido e a concessão da medida de urgência. "Todavia, também há precedente do Tribunal Superior Eleitoral, que considera justa causa para a desfiliação partidária a mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário, afirmando que seria, no caso examinado, inegável que a incorporação de um partido em outro fulmina toda ou, quando menos, substancialmente, a ideologia da agremiação incorporada que, afinal, deixa de existir", afirmou.

Borgo defendeu que não poderia ficar no União Brasil por não representar os valores que determinavam a formação do PSL. A fusão com o DEM, que apoia a eleição de João Doria (PSDB) ao Governo Federal e a reeleição de Rodrigo Garcia (PSDB) ao Estado, foram determinantes. "Como vou apoiar Rodrigo Garcia e Doria, que fazem uma política que eu considero assassina?", questionou.

O partido Brasil 35 pretende abrigar os conservadores que continuam apoiando o presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo Borgo, mas que não viram no Partido Liberal a opção buscada pelo grupo, uma vez que o PL se posiciona no chamado "centrão", grupo de políticos que não tem ideologia clara e que pode apoiar governos de esquerda ou direita.

A liderança do partido é do ex-ministro Abraham Weintraub, que não definiu a que cargo concorrerá, de acordo com Borgo, mas que pode tanto ser para governador, caso o também ex-ministro Tarcísio Freitas (Republicanos) não se lance, ou mesmo senador ou ainda deputado federal.

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