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Unimed automatiza farmácia para garantir mais segurança

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Mirando aprimorar a segurança aos pacientes, o Hospital Unimed Bauru (HUB) instalou equipamentos semiautomatizados na farmácia de produção, para aumentar a eficiência e a exatidão das prescrições. O sistema conta com um fracionamento de medicamentos 20 vezes maior do que o anterior e também com um dispensador integrado aos softwares de prescrição de receitas, reduzindo riscos de duplicidades ou trocas acidentais de fármacos. O lançamento da nova estrutura foi nesta sexta (1) e contou com gestores e colaboradores da Unimed.

Por mês, até 600 mil unidades de medicamentos são administradas no hospital, que conta com 230 leitos. Os novos maquinários cortam as cartelas de comprimidos, o que antes era feito por funcionários. Outro equipamento embala e etiqueta ampolas, com um código de barras informando lote, validade, fabricante e nome do fármaco, também substituindo um processo manual, mais demorado. Em seguida, os remédios abastecem um dispensário automatizado, onde cada gaveta guarda apenas um tipo de medicamento.

"Os dispensários estão interligados com a prescrição médica no sistema. O funcionário vai bipar o código de barras do paciente e as gavetas que vão abrir contém somente o medicamento que está prescrito na receita. Eu não consigo abrir manualmente", explica Vanessa Zuccarelli, gerente da farmácia.

O sistema, segundo o diretor superintendente do HUB, Roberson Moron, aumenta a segurança. "O enfermeiro utiliza um carrinho também informatizado. No leito, ele vai bipar a pulseira do paciente e o software checa se aquele medicamento é o correto ou se já não foi feito antes, para evitar duplicidade ou a aplicação de uma substância não receitada", explica.

ESTOQUE

Além da segurança, ainda segundo o diretor, há vantagens no controle de estoque. Como o sistema registra lotes e datas de validade, é possível evitar desperdícios. "O hospital tem vários subestoques. Mantemos, por exemplo, medicamentos perto da UTI, para termos mais agilidade. Posso programar o sistema para informar quais remédios estão a três meses da validade e, a partir disso, posso direcioná-los a setores de consumo mais rápido. Com isso, a economia esperada é de até 30% no desperdício de medicamentos", afirma Roberson.

Os investimentos, segundo o presidente da Unimed Bauru, Aparecido Donizeti Agostinho, visam oferecer um atendimento qualificado de olho na questão do custo-benefício. "Durante a pandemia, passamos por um momento difícil, mas, mesmo assim, mantivemos o foco na qualidade. Fundamentamos nossos investimentos no custo-benefício. Queremos oferecer um bom atendimento a um custo proporcionalmente menor".

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