Nós, engenheiros, arquitetos, desenhistas e topógrafos da Prefeitura de Bauru, como o objetivo de melhor atender às demandas do município, estamos em busca de valorização profissional. Para quem não conhece nossa atuação na engenharia urbana: trabalhamos com o que há de mais complexo em todas as áreas da arquitetura, engenharia civil e ambiental. Desde projetos de obras públicas, aprovações de grandes empreendimentos, licenciamentos ambientais até a elaboração de normas e legislações. São inúmeras atribuições nos mais diversos setores, resolvendo todo tipo de problema e enfrentando situações inesperadas e até inusitadas.... É um trabalho incrível, apaixonante e que só as prefeituras proporcionam. Estamos em busca de um salário digno e compatível com nossas responsabilidades, nossa função e nossa categoria.
Buscamos a remuneração mínima de nossas categorias. A engenharia urbana é o coração de uma cidade. Uma cidade não cresce sem uma engenharia eficiente e de respeito. As exonerações em massa de profissionais que levaram anos para serem treinados, não são repostas facilmente. É preciso que haja a transmissão do conhecimento adquirido dos mais experientes para os novos funcionários, porém este caminho se perde quando não há a continuidade dos funcionários, e da forma em que estamos nada impede que um novo ciclo de exonerações se inicie. O profissional formado pela prefeitura é raro no mercado. São pessoas acostumadas a resolver problemas de grandes magnitudes envolvendo órgãos diversos (Governos Federal e Estadual, TCU e TCE, Ministério Público…) com prazos reduzidos e pouca infraestrutura. A prefeitura se transformou numa escola de formação de grandes profissionais pois proporciona uma experiência completa e complexa na área e obviamente a iniciativa privada e o mercado estão começando a valorizar esse profissional. A prefeitura é lugar de grandes projetos. É local onde as coisas devem ter continuidade. É onde melhoramos a qualidade de vida das pessoas. Precisamos de profissionais de carreira, experientes, seguros e essa técnica se aperfeiçoa com o tempo. Esse profissional que treinamos, investimos tempo, que aprimoramos em conhecimento precisa ficar, retribuir em trabalho tudo que aprendeu, mas não há nada que obrigue um servidor descontente e insatisfeito a criar vínculo ali.
Vivemos sob gestão política com ciclos de 4 anos.
Época em que toda a liderança se transforma. Isso significa que quem promove a continuidade dos processos, planos e projetos da cidade são os funcionários de carreira, aquele com anos de casa, com conhecimento vasto e capacidade para tirar um projeto público do papel. O desestímulo às carreiras de engenharia urbana prejudica o desenvolvimento da cidade em vários aspectos. É preciso valorizar as carreiras dos especialistas da área. Isso se traduz em remuneração digna e compatível com as responsabilidades que assumimos todos os dias.