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Torcida do Palmeiras comemora pelos bares da avenida Getúlio Vargas

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Torcedores palmeirenses e são-paulinos lotaram os bares da avenida Getúlio Vargas, em Bauru, na tarde deste domingo (3), para acompanhar a final do Campeonato Paulista. Em ao menos três estabelecimentos, tricolores e alviverdes ocupavam até as calçadas, acompanhando cada lance do estadual, em clima festivo e pacífico. Mas quem soltou o grito de campeão foi a torcida alviverde. Confiantes com a goleada de 4 a 0, já entoavam o hino do clube e se abraçavam, mesmo antes do apito final.

Na primeira partida, o São Paulo construiu uma vantagem de 3 a 1 sobre o time do Palestra Itália. No entanto, a equipe do técnico Abel Ferreira, em atuação bastante sólida, conseguiu a virada e levantou a taça.

Os amigos Renan Gaiani, fisioterapeuta, 33 anos, Andre Hidek, sushiman, 21, e Marco Quaggio, empresário, 33, se reuniram em um bar na quadra 10 da avenida. Comemoraram muito, cantando músicas de uma das torcidas organizadas do Palmeiras. “Eu moro em São Paulo, deveria estar no estádio, mas estou em Bauru porque tenho minha família aqui, foi aniversário da minha mãe. Mas a cereja no bolo foi estar com meus camaradas hoje. Foi uma vitória indiscutível”, disse Renan.

O diretor de criação Thiago Fonseca Reis, 35 anos, acreditava no título desde o primeiro minuto de jogo. “Eu achava mesmo que ia ganhar e que seria goleada. O time do São Paulo é muito novo, não tinha como a gente não ser campeão”, afirmou.

CONFIANÇA

Mesmo durante o segundo tempo, quando o Palmeiras vencia ainda por 2 a 0, a médica Victória Spetic, 23 anos, demonstrava confiança no verdão. “Primeiro jogo foi complicado, mas a gente nunca desanima porque confia no time que tem”, disse a jovem, acompanhando a final com as amigas em um bar na quadra 23 da Getúlio.

SORTE NO AMOR

Namorados há seis anos, Vitor Ribeiro, 24 anos, técnico em instalação, e Ana Beatriz Lopes, 20 anos, estudante de enfermagem, acompanhavam a partida do lado de fora do bar. Ele de camisa do São Paulo, ela com o uniforme do verdão. Essa foi a segunda final de campeonato entre as duas equipes que o casal vivenciou. “Ano passado (quando o São Paulo foi campeão em cima do Palmeiras) ele estava no Morumbi e era meu aniversário”, contou a jovem.

Entre eles, há um combinado: ninguém tira sarro, independentemente do placar. “Ela não, mas a família dela eu sei que vai me atormentar”, lamentava o são-paulino.

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