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Aproximação do frio acende alerta ao aumento de doenças respiratórias

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A aproximação da época do ano em que as temperaturas são mais baixas já acende o alerta nas autoridades sobre o risco de aumento no número de casos de síndromes respiratórias, como a Influenza e a própria Covid-19, em Bauru.

Diretor do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria de Saúde, Ezequiel Santos explica que a pasta já acompanha o movimento nos serviços de saúde, tanto públicos quanto privados, para monitorar se há maior incidência de pessoas com síndromes respiratórias.

"Por enquanto, mesmo após a liberação total do uso de máscaras, não houve aumento expressivo de número de casos dessas síndromes. Sentimos apenas um leve aumento, já esperado, nos casos de Covid-19, mas sem impacto no número de internações e mortes. A procura por atendimento atualmente está diluída nos serviços da cidade e não está impactando o sistema de saúde. Estamos acompanhando de perto", detalha Santos.

Os boletins epidemiológicos da Covid-19 emitidos pela assessoria de comunicação até apontam uma explosão de casos pós-liberação de máscaras em locais fechados. Contudo, o diretor explica que houve um represamento de resultados de laboratórios particulares e que os dados internos com os quais a pasta trabalha são mais próximos da realidade. E, segundo ele, nestas estatísticas, a elevação de registros de coronavírus foi cerca de 15% depois da não obrigatoriedade da proteção facial.

'EFEITO REBOTE'

Santos pondera que, segundo alguns especialistas, o momento para flexibilizar as máscaras não foi oportuno, considerando a maior circulação de vírus respiratórios, característica da época fria do ano que se aproxima, e ainda a mudança de comportamento da população, que, para fugir das baixas temperaturas, costuma ficar em ambientes fechados e se aglomerar mais.

"Com o frio e sem a máscara, tememos que ocorra um 'efeito rebote', com aumento expressivo e considerável de casos de síndromes respiratórias", alerta.

PROTEÇÃO

Além disso, Santos ressalta que, embora a adesão vacinal contra a Covid-19 seja boa na primeira e segunda doses, a cobertura da terceira dose ainda está aquém. "Se ocorrer a explosão de casos, uma das medidas é a retomada imediata da obrigatoriedade das máscaras", afirma.

Até esta segunda-feira (4), Bauru apresentava 92,2% de cobertura da primeira dose contra o coronavírus, 84,4% da segunda carga imunizante e apenas 47,7% de adesão à dose de reforço. A cidade iniciou, inclusive, a aplicação da quarta dose em pessoas com mais de 60 anos.

Diante disso, o diretor complementa que é importante a população não "baixar a guarda" e, se possível, manter as medidas sanitárias para evitar a contaminação por vírus respiratórios, como a higienização constante das mãos, distanciamento social e até mesmo o uso de máscaras.

"Somente daqui a cerca de um mês e meio, quando estivermos praticamente no inverno, vamos sentir se não usar máscaras teve efeito negativo ou positivo", conclui Ezequiel Santos.

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