Brasília - O ministro Walton Alencar Rodrigues, do TCU (Tribunal de Contas da União), suspendeu a homologação de um pregão eletrônico, modalidade de licitação, para a compra de até 3.850 ônibus escolares. Segundo ele, é preciso avaliar suspeita de sobrepreço.
Na manhã desta terça-feira (5), o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação) recebeu as propostas das empresas interessadas em fornecer quatro modelos de veículos à administração do presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com informações do portal de acompanhamento das licitações do governo federal, a despesa pode chegar a um valor global de R$ 1,6 bilhão. Esse montante leva em consideração os lances mais vantajosos para os cofres públicos.
Os técnicos encarregados do pregão vão analisar as propostas, o que inclui uma avaliação sobre a capacidade do licitante em fornecer o produto.
A concretização do negócio, no entanto, está suspensa em razão do que determinou o ministro do TCU.
Rodrigues atendeu a um pedido dos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Felipe Rigoni (União Brasil-ES), além do senador Alessandro Vieira (PSDB-SE). Os três relataram ao tribunal possíveis irregularidades ocorridas na fase preparatória do processo eletrônico.
Os opositores ao Palácio do Planalto acionaram a corte de contas após a imprensa publicar reportagem sobre indícios de sobrepreço no pregão. O preço majorado representaria gasto adicional de R$ 732 milhões.