Washington - Ketanji Brown Jackson foi confirmada nesta quinta-feira (7) pelo Senado como ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos.
Nos EUA, os membros da Suprema Corte, em regra, têm se dividido e alinhado suas opiniões ao longo do tempo de acordo com as linhas partidárias de quem os indicou. Desde que Donald Trump nomeou a ultraconservadora Amy Coney Barrett para o lugar da progressista Ruth Ginsburg, o placar se cristalizou em 6 a 3 para os republicanos.
Jackson substituirá o aposentado Stephen Breyer, nomeado pelo democrata Bill Clinton, e por isso não será capaz de modificar o quadro. Isso não quer dizer, contudo, que sua nomeação não possa levar a mudanças significativas dentro e fora do tribunal.
Primeiro, nenhuma mulher negra jamais foi ministra da Suprema Corte dos EUA. O tribunal teve 120 integrantes, apenas 2 negros e 4 mulheres -uma delas latina, Sonia Sotomayor, a quem Jackon se soma. O impacto desse fato de representatividade é visível: 72% consideram historicamente muito ou extremamente importante essa nomeação.