Têm início neste domingo (10), após dois anos online por causa da pandemia, as celebrações presenciais de Ramos. Os rituais marcam uma das mais importantes épocas do catolicismo, o início da Semana Santa, que rememora a Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Em Bauru, cada paróquia terá uma programação própria e a Catedral do Divino Espírito Santo contará com a presença do bispo dom Rubens Sevilha, que presidirá quase todas as cerimônias até dia 17 deste mês.
A programação de 2022 marca uma retomada presencial para os fieis, já que, em razão do isolamento social, em 2020 e 2021, as celebrações da Semana Santa ocorreram online, com procissões automobilísticas.
O domingo (10) de Ramos neste ano, na Catedral, terá missas às 7h30, às 10h e às 19h, sendo esta última presidida por dom Rubens. A data rememora a chegada de Jesus, em cima de um jumento, à Palestina, onde foi crucificado. Na ocasião, é celebrada a acolhida do povo a Jesus e, conforme a tradição, os ramos são abençoados e distribuídos aos fieis durante a cerimônia. A Paixão também começa a ser celebrada neste dia, pois da mesma forma como foi acolhido, Jesus foi rejeitado pelo povo, que escolheu salvar o ladrão Barrabás diante de Pôncio Pilatos, conforme a Bíblia.
Na quarta-feira (13), padres e agentes pastorais da cidade devem participar da missa dos Santos Óleos, também presidida pelo bispo, às 19h30, na Catedral. Na ocasião, serão abençoados os óleos usados nos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos, além das ordenações sacerdotais e consagrações de igrejas. A ocasião marca também a renovação das promessas sacerdotais do clero.
TRÍDUO PASCAL
O Tríduo Pascal começa na quinta-feira (14) com a missa popularmente conhecida como Lava Pés, que revive a Última Ceia antes do sacrifício de Jesus e lembra a instituição do sacerdócio ordenado e da Eucaristia. Nesta celebração, o padre repete o ato de Cristo, que lavou os pés de seus 12 apóstolos. A cerimônia ocorre às 19h e também será presidida por dom Rubens. Após a missa, há o início da Vigília.
"Na quinta-feira, não se tem a benção final, porque a ideia é de que a missa não termina. Ela se estende até a Vigília Pascal, no sábado. E, na sexta-feira da Paixão (quando houve a morte de Jesus Cristo), é o único dia no ano em que no mundo todo não há missa. Porém, a liturgia prega um ato de adoração à cruz", detalha o padre Adinan Ronieri, pároco da Catedral.
Em Bauru, o bispo presidirá, na Catedral, às 15h de sexta-feira (15), a Adoração à Santa Cruz e, após a cerimônia, está prevista a chamada Procissão do Encontro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto, com saída da sede da própria igreja.
Já a Sexta-Feira Santa é conhecida como um dia de recolhimento. "A igreja prescreve que o fiel deve fazer jejum, se ele entre 14 e 60 anos e não possuir nenhum problema de saúde. Esse jejum significa abster-se, pelo menos, de uma refeição substancial no dia, tirando ou o café da manhã, ou almoço, ou jantar", comenta o padre Adinan, contando que, na data, os católicos também evitam alimentos com carne.
No sábado (16), às 19h, acontece na Catedral a missa de Vigília Pascal e Benção do Fogo Novo, que encerra o Tríduo e é ministrada por dom Rubens. "A Vigília Pascal é chamada de a mãe de todas as festas da igreja, porque celebra a ressurreição de Jesus Cristo. É importante lembrar também que a Páscoa não se encerra no domingo (17). O tempo pascal acaba apenas com Pentecostes, 50 dias após a Páscoa", ressalta o padre Adinan. No domingo (17), as celebrações na Catedral do Divino Espírito Santo ocorrem às 7h30, às 10h e às 19h.