Política

Rejeição é um dos maiores obstáculos aos candidatos a presidente neste pleito

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar das pesquisas relativas à intenção do voto do eleitor brasileiro definirem o atual ranking da corrida eleitoral para o Governo Federal, o fiel na balança que vai nortear a disputa em outubro poderá ser a rejeição aos candidatos, ou seja, o quanto o eleitor não quer eleito este ou aquele nome. A análise foi feita durante o terceiro programa Café com Política, parceria entre o Jornal da Cidade/JCNET e rádio 96FM, transmitido na última sexta-feira (8).

Na oportunidade, quem esteve nos estúdios como convidado foi o analista político e graduado em gestão pública, Rafael Moia Filho. Para ele, apenas com as convenções partidárias será possível começar a definir o quadro da disputa. "A maioria dos brasileiros ainda está muito distante da eleição", opinou.

Já o especialista em marketing político e comunicação eleitoral, Kleber Santos destacou que a alta rejeição dos pré-candidatos será muito importante, especialmente no segundo turno. "Tirando os números da rejeição, o que sobra é o universo que o candidato tem para buscar seu voto", afirmou.

O jornalista e economista Reinaldo Cafeo acrescentou que, havendo segundo turno, a rejeição aos dois finalistas pode ajudar a definir a eleição, pois o eleitor que rejeita os dois terá que escolher entre eles, caso não anule seu voto.

As diferenças entre a disputa deste ano e a de 2018 também foram analisadas. "Essa eleição é marcada por uma pergunta que não tinha em 2018: Bolsonaro merece um segundo mandato? Na eleição de 2018 não havia nenhum candidato à reeleição. Quando Bolsonaro é eleito faz um governo que, nas intenções de voto, não é considerado um grande governo", opina Jabbour.

BOLSO

Ainda na avaliação de Kleber Santos, decisões populares como a liberação do FGTS e a antecipação do 13º para aposentados pode ajudar a melhorar o desempenho do presidente Bolsonaro. "O bolso fala mais alto. Quando está bem, a sociedade vota em quem está no governo, quando está mal, diz não, na esperança de que a realidade mude", avaliou.

Rafael Moia, no entanto, reafirma que o Governo Federal estará mais exposto a questionamentos. "Diferentemente de 2018, Bolsonaro vai ter que mostrar seu legado, que obras foram feitas, qual projeto na educação, o que foi feito pela saúde pública, por que morreram 600 mil pessoas?".

O jornalista Ricardo Bizarra pontuou ainda que existe esforço em mudar a imagem do presidente, especialmente no cuidado com as declarações mais polêmicas que ele costumou fazer.

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