Internacional

Rússia diz ter destruído baterias doadas pela Otan

FolhaPress
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Moscou - O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta segunda-feira (11) que destruiu quatro lançadores de mísseis antiaéreos de longa distância S-300 doados "por um país europeu" para a Ucrânia.

O ataque, diz a pasta, ocorreu contra um hangar perto da cidade de Dnipro, no centro do país invadido, e foi realizado com mísseis de cruzeiro Kalibr.

Na sexta-feira (8), a Eslováquia, membro da Otan, afirmou ter doado seu regimento de S-300 de fabricação soviética, com quatro lançadores, para Kiev. Teriam sido esses que foram destruídos. Paralelamente, seis aviões de transporte Y-20 da Força Aérea Chinesa supostamente carregavam sistemas de mísseis terra-ar HQ-22, que podem atingir alvos a até 150 km e foram entregues a aliados de Putin na Sérvia. 

Isso demonstra que a Rússia está prepara uma batalha final na região portuária da Ucrânia. Observadores dizem que a Rússia fechou o cerco aos últimos defensores da cidade portuária de Mariupol e está reforçando posições em trono do leste do país, movimentos que visam preparar a batalha que poderá levar a guerra na Ucrânia ao seu final e a uma eventual rendição da Ucrânia.

CONTROLE TERRESTRE

Situada na costa sudeste do país, Mariupol é a peça que falta para o estabelecimento de um controle terrestre russo de uma faixa que liga o Donbass (o leste russófono) à Crimeia, península histórica da Rússia que foi anexada da Ucrânia em 2014.

A cidade está praticamente destruída, embora ainda haja moradores buscando sair --um novo corredor humanitário foi anunciado pelos russos nesta segunda (11). O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse ao Parlamento da Coreia do Sul por vídeo que já morreram lá "dezenas de milhares de pessoas".

FAKE NEWS

Não é um dado aferível a essa altura, como praticamente tudo o que acontece dos dois lados deste conflito, embebido em exageros e fake news. Segundo a imprensa russa, as instalações do porto de Mariupol foram tomadas, encurralando os últimos resistentes.

A eventual queda de Mariupol completaria o cenário ao sul para a batalha do Donbass, já anunciada por Moscou como seu objetivo nesta fase da guerra. Para tanto, há reforços de tropas relatados em toda a região já ocupada por separatistas nas autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk e ao norte de Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana, já sob ataque desde o começo da guerra.

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