Não é todo dia que uma rainha comemora 70 anos de reinado e 95 de idade. Numa abdicação do Duque de Windsor por amor a uma amada Wallis, americana divorciada, seu pai se torna rei e transfere a coroa para Elizabeth II, então com 25 anos, em 1952. Essa forte mulher e rainha do Reino Unido é testemunha ocular da história e ainda vive entre nós: viveu guerras, pandemias, conheceu chefes de estados, papas e muitos já partiram. Até seu adorável marido Duque de Edimburgo, príncipe consorte Philip.
E o que falar da tradição inglesa? Concordemos ou não, eles são uma monarquia secular, milenar, de conquistas, domínio, erros e acertos, cisão com a igreja de Roma, etc etc etc. Muitos bens e regalias, protocolos, rituais, títulos, parecem coisa de filme (e de seriados, claro) mas é Real.
E quem não se fascina por esse mundo paralelo de príncipes, lordes, casamentos pomposos, sedas e rendas, cristais, receitas centenárias, patronatos e escândalos reais?! Afinal, são gente como a gente... ou quase.
Até eu me arrisquei num contato com o Palácio de Buckingham, me dirigindo à madame Elizabeth. No século XXI, quem não se comunica se trumbica e tal desafio foi prontamente correspondido por Vossa Majestade, via Correios.
Qual minha surpresa ao receber a carta da rainha Elizabeth II, via sua Lady-in-waiting (secretária pessoal), lady Jennifer Gordon Lennox, agradecendo-me mesmo que de forma genérica minhas palavras de admiração juntamente com postais e cartões dos pintores com bocas e pés como souvenirs para Vossa Majestade.
Que humildade, atenção, elegância e tradição de Elizabeth II que recebe cartas do mundo inteiro em retribuir um gesto de amor, delicadeza, admiração por tão longo reinado (bateu o recorde de sua tataravó Rainha Vitória), gestos esses que merecem meu respeito e votos de muita saúde, muitos anos de vida e lucidez.
God Save the Queen, o Brasil e o Mundo de todo o mal que sempre ronda a humanidade e que numa brecha levanta a voz, destrói vidas (pandemias e guerras), florestas, democracias, sonhos. Oremos!