Berlim - A Alemanha anunciou a prisão de quatro membros de uma rede de extrema-direita suspeitos de planejar ataques a autoridades do país por se oporem às regras impostas para conter a disseminação do coronavírus.
Eles planejavam, entre outras coisas, sequestrar o ministro da Saúde alemão, o social-democrata Karl Lauterbach, e destruir instalações de energia do país. Os suspeitos são ligados ao movimento Reichsbuerger (cidadãos do Reich, em português), que nega a existência do Estado alemão moderno, informou a promotoria alemã.
O grupo pretendia "provocar condições similares a de uma guerra civil e, finalmente, derrubar o sistema democrático da Alemanha", seguiram as autoridades, segundo as quais um quinto suspeito está foragido.
Foram realizadas buscas em mais de 20 propriedades de diferentes estados alemães ao longo da quarta (13), quando armas, munições, um fuzil Kalashnikov e dinheiro foram apreendidos pela polícia local. Certificados falsos de imunização contra Covid e resultados de testes para a detecção da doença falsificados também foram encontrados.
Durante entrevista coletiva, o ministro da Saúde disse que o grupo representa uma minoria da sociedade alemã, mas que é altamente perigoso. "Isso mostra que os protestos contra o combate à Covid se radicalizaram, mas que também se trata de algo muito maior que a pandemia", continuou Karl Lauterbach.