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Entidades lamentam ataque a jornalista esfaqueado em Brasília

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Entidades como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) lamentaram o ataque sofrido pelo repórter da TV Globo Gabriel Luiz, 28 anos, e cobraram que o caso seja investigado com rigor. O jornalista foi esfaqueado na noite de anteontem (14), pouco depois das 23h, perto de sua casa, no Sudoeste, bairro do Distrito Federal. Após passar por cirurgia, o estado dele é grave, e inspira cuidados.

Gabriel foi esfaqueado por dois homens e atingido por dez golpes que perfuraram pescoço, abdômen, tórax e perna. Ele foi encaminhado à unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

PRISÕES

Os dois jovens foram reconhecidos por câmeras de monitoramento da região. Eles foram detidos ainda ontem. O segundo suspeito de atacar o repórter Gabriel Luiz de Araújo, da TV Globo Brasília, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no início da noite desta sexta-feira (15) que, a princípio, trabalha com a hipótese de roubo. Ao contrário do outro suspeito, que é menor de idade, apreendido ainda de tarde, esse tem 19 anos. O jovem apreendido confessou a participação no crime e disse ter segurado o repórter para que o outro o esfaqueasse.

NOTAS

Em nota, a Fenaj cobrou ainda que o caso seja investigado: "É preciso uma averiguação criteriosa da motivação do crime, para que seja esclarecido se está vinculado ao exercício profissional", disse a Fenaj.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também se manifestou em repúdio à violência cometida contra o jornalista. A entidade pediu rigor por parte das autoridades do Distrito Federal na apuração do episódio, "com especial atenção para a possibilidade de o crime ter ocorrido em decorrência do exercício da profissão."

A Abraji disse que entrou em contato com o secretário de Segurança do DF, o delegado federal Júlio Danilo Souza Ferreira, que afirmou acompanhar o caso de perto, sem descartar nenhuma hipótese até o momento.

A Associação Brasileira de Imprensa também cobrou uma investigação rigorosa do crime.

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