Política

Gastos da prefeitura com a compra de combustíveis dobram em um ano

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A alta do preço dos combustíveis fez com que a Prefeitura de Bauru praticamente dobrasse o volume de recursos gastos para abastecer viaturas do Executivo. Em 2020, foram desembolsados R$ 2,540 milhões para aquisição de etanol, gasolina e diesel S10, montante que saltou para R$ 4,881 milhões no ano passado. E, segundo a Secretaria Municipal de Finanças, a expectativa é de que o valor chegue a R$ 6 milhões de janeiro a dezembro de 2022.

Os números consideram só os gastos da prefeitura com combustíveis, excluindo as despesas vinculadas à administração indireta, como Emdurb e DAE.

Secretario de Finanças, Everton Basílio explica que o contrato para fornecimento de combustíveis ao Executivo prevê que os valores devem ser atualizados pela tabela da ANP. "Essa atualização ocorre sempre que há aumento ou queda nos combustíveis. No ano passado, o aumento foi muito grande, mas não foi preciso realocar recursos, já que nossa arrecadação foi maior do que a prevista".

Conforme os dados mais atualizados da secretaria, em janeiro e fevereiro deste ano, já foram desembolsados R$ 840 mil para compra de etanol, gasolina e diesel S10. "Por enquanto, estes valores estão dentro do esperado. Mas, se houver um grande aumento e extrapolar nossa previsão, teremos de reavaliar algumas despesas ou investimentos para não deixarmos viaturas paradas, porque não temos um excesso de arrecadação", detalha.

DERIVADOS DE PETRÓLEO

Os valores são utilizados para abastecer todos os veículos da prefeitura, incluindo ambulâncias que levam pacientes a outras cidades, caminhões de tapa-buracos, viaturas do Samu e Bombeiros, entre outros. Segundo Basílio, além da alta dos combustíveis, demais materiais derivados do petróleo, como a massa asfáltica, também encareceram na mesma proporção, praticamente dobrando em 2021.

"E há uma dificuldade para aquisição deste produto, usado para os tapa-buracos, por falta de matéria-prima. Recentemente, ainda tivemos problema com fornecedor para entrega de diesel S10, por um ou dois dias. Não chegamos a ficar sem, mas, por prudência, demos prioridade às viaturas da Saúde e Bombeiros", afirma, acrescentando que, pela mesma dificuldade em obter insumos, fornecedores de maquinários pesados já anteciparam a secretarias como Sear e Sagra que só conseguirão entregar os itens dentro de 270 dias.

Também por consequência da alta dos combustíveis e da inflação, o secretário revela que aumentaram, desde meados do ano passado, os pedidos de aditivos de preço por parte de fornecedores de outros tipos de mercadoria, como eletrônicos ou itens derivados de petróleo e aço. "Um processo licitatório demora alguns meses e, quando é finalizado, o fornecedor já não consegue entregar o produto dentro do preço inicialmente previsto. Um exemplo são os computadores comprados pela educação, em que houve pedido de realinhamento de preço".

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