Brasília - O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta terça-feira (19), que as Forças Armadas são garantidoras do "regime [político] no qual o povo [brasileiro] quer viver". Ao participar, em Brasília, da cerimônia de comemoração dos 374 anos do Exército, Bolsonaro voltou a elogiar o papel que militares desempenharam em momentos conturbados da vida política nacional.
"Em todos os momentos difíceis que nossa nação atravessou, as Forças Armadas, o nosso Exército, sempre estiveram presentes. Assim foi em [19]22, [19]35, [19]64 e também em 1986, com a transição [do regime militar (1964-1985) para o período democrático]", disse o presidente, acrescentando que o processo de redemocratização foi feito "com os militares, e não contra" estes.
Ao lado dos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, o vice-presidente, Hamilton Mourão, dos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha e de ministros de Estado, Bolsonaro discursou para militares e civis.
Bolsonaro também reiterou parte do discurso do comandante do Exército, o general Marco Antônio Freire Gomes. Pouco antes, ao destacar a importância das Forças Armadas para a garantia da soberania de qualquer país, Gomes disse que "ao respeitar e valorizar seus soldados", os cidadãos estão "investindo na garantia de seu bem maior, sua liberdade".
ELOGIO AO TSE
Acostumado a confrontos institucionais, o presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou tom moderado ao falar das eleições de 2022 e fez um elogio ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-chefe do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luís Roberto Barroso e disse "a alma da democracia repousa na ... transparência do sistema eleitoral". "Tenho certeza que as eleições do corrente ano seguirão o seu ritmo normal".
O tom pacífico adotado por Bolsonaro contrasta com o longo histórico de gestos do presidente com o intuito de questionar a segurança do sistema eleitoral no país e questionar a legitimidade e a confiabilidade do voto eletrônico.