É hora de começar a alimentar seu cérebro. Durante anos, a pesquisa sobre alimentação saudável concentrou-se principalmente na saúde física e na ligação entre dieta, peso e doenças crônicas. Mas o campo emergente da psiquiatria nutricional estuda como os alimentos podem nos fazer sentir. As informações são do The New York Times.
"Muitas pessoas pensam em comida em termos de gordura abdominal, mas o alimento também afeta nossa saúde mental. É uma parte pouco explorada nesse assunto", disse Uma Naidoo, psiquiatra de Harvard e diretora de psiquiatria nutricional e de estilo de vida do Massachusetts General Hospital.
Muitas vezes, as pessoas tentam influenciar seu humor comendo alimentos reconfortantes, como sorvete, pizza ou macarrão com queijo. O problema, dizem os especialistas, é que, embora esses alimentos ofereçam uma combinação tentadora de gordura, açúcar, sal e carboidratos que os tornam hiperpalatáveis, eles podem nos fazer sentir pior.
Traci Mann, que dirige o laboratório de saúde e alimentação da Universidade de Minnesota, conduziu uma série de estudos para determinar se a comida preferida de uma pessoa melhora seu humor. Em seus experimentos, o fator que parecia importar mais era a passagem do tempo. "As pessoas acreditam em comida reconfortante e estão dando crédito a melhorias de humor que teriam acontecido de qualquer maneira."
A pesquisa de Mann descobriu que os alimentos que tradicionalmente trazem conforto não têm um efeito significativo no humor, e um crescente conjunto de pesquisas mostra que melhorar a qualidade da dieta de uma pessoa pode ter um efeito significativo na saúde mental.
Os cientistas sabem que cerca de 20% de tudo o que comemos vão para o cérebro, disse Drew Ramsey, psiquiatra e professor da Universidade Columbia, em Nova York. Ele criou um mantra simples sobre os melhores alimentos para o cérebro: "Frutos do mar, verduras, nozes e feijão - e um pouco de chocolate amargo".