Regional

Jaú: operação mira fraudes em pregão

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A Polícia Federal, em ação integrada com a Polícia Civil, deflagrou nesta quarta-feira (27) operação Delete como parte das investigações conduzidas para apurar fraude em pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) visando à aquisição de materiais de informática e mobiliário para a rede municipal de ensino. Mandados de busca foram cumpridos em dois locais, mas ninguém foi preso. A denúncia sobre as possíveis irregularidades no certame foi feita à polícia pelo próprio Executivo (leia mais abaixo).

As investigações tiveram início na Polícia Civil, por meio do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold). Porém, após apuração da origem federal dos recursos utilizados, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o caso foi remetido à Justiça Federal para a sequência dos trabalhos por parte da Polícia Federal.

Os mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de Jaú, foram cumpridos ontem, por policiais civis e federais, no Setor de Compras da Prefeitura e na residência de um servidor público lotado na Secretaria Municipal de Educação. O nome do funcionário não foi divulgado pela polícia. Segundo a PF, se os indícios de crime forem confirmados, os responsáveis responderão por fraude em licitação, que prevê pena de reclusão de 4 a 8 anos, além de multa.

A DENÚNCIA

As supostas irregularidades envolvendo a licitação na área da Educação foram denunciadas à Polícia Civil de Jaú pela própria Prefeitura, há cerca de dois meses. Em nota, o prefeito Ivan Cassaro (PSD) informou que investigações internas apontaram "suspeita de irregularidades na utilização da verba". O valor supostamente desviado não foi divulgado nem pelo município e nem pela polícia. "Desde então, as polícias iniciaram as investigações que resultaram na apreensão, hoje (ontem), de documentos e computadores que eram utilizados pelos suspeitos de participar do esquema", declarou o Executivo na nota. "A Prefeitura também segue apurando a questão internamente, por meio de sindicância, e fornece todo o suporte necessário para as autoridades policiais".

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