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Alunos são liberados a voltar para casa e pais reclamam

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil Integral (Emeii) Valéria Dalva de Agostinho, no Jardim Ivone teriam sido liberados para retornar para casa por falta de professores, segundo relato de pais. A situação também foi constatada pelo vereador Julio Cesar (PP), conforme publicou o parlamentar em suas redes sociais. Além disso, a unidade ainda não conta com telefone fixo. A prefeitura nega a falta de servidores e defende que o quadro de profissionais está completo.

A autônoma Vanessa Machado, 36 anos, diz ter perdido um dia de trabalho para buscar a filha Alice Machado, de 1 ano e 5 meses. "Recebi ligação da diretora pedindo para as mães buscarem os filhos do berçário porque faltaram professores e não tinha como repor. Desde quando matriculei minha filha fui informada de que eles estavam com um número reduzido de professores".

A mãe também reclama da falta de um telefone fixo para contato. "Se acontecer algo, não consigo avisar a escola que minha irmã, por exemplo, vai buscar a criança no meu lugar". Outra dificuldade relatada pela mãe é a falta de cobertura na porta da unidade. "Tem mães com bebês de colo, quando chove ficam esperando de sombrinha até o portão abrir".

A Emeii foi inaugurada há dez meses. Em outubro do ano passado, conforme noticiou o JC, a escola já apresentava infiltrações e alagamentos em dias de chuva. Na época, parte do forro do refeitório caiu, deixando um buraco no teto. A creche foi construída com recursos do Ministério da Educação, cerca de R$ 2,9 milhões.

Os problemas recentes também foram relatados pelo vereador Julio Cesar na última segunda-feira (25), em sua página no Facebook, após fiscalização na Emeii. "Número de servidores reduzido; falta de toldo na entrada; falta de cobertura no parque; agilidade no funcionamento do telefone", elencou o parlamentar.

Em nota, a pasta informou que "existem 11 professores na escola, sendo 10 da Educação Infantil e 1 da Educação Especial e temos 10 turmas. O quadro está completo". Sobre o telefone, a secretaria disse que os cabeamentos estão em fase final e o contrato com a operadora está sendo revisto pela administração. Ainda segundo a pasta, a construção não previa cobertura na entrada, portanto estão sendo analisadas as possibilidades para solucionar o problema.

 

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