Tribuna do Leitor

'Distúrbio contemporâneo'

Agostinho Rodrigues Júnior - O Peregrino bauruense nato
| Tempo de leitura: 1 min

Sabe, é extremamente sarcástico como, dia após dia, atos e atitudes ocorrem de maneira cada vez mais "gelatinosa ou líquida".

Entrementes, dia desses, estando na rua pela manhã, eis que me deparei com um amigo que disse coisas muito interessantes e reflexivas nos instantes em que ali estivemos.

Me dizia ele que quando alguém lhe vem contar algo sobre a vida alheia, ele de imediato sai de cena, dá a lição e demonstração de que "ninguém é juiz de ninguém e que ninguém deve ficar falando sobre a vida alheia,...". Confesso, fiquei "maravilhado" com tamanha desenvoltura e grau de sensatez.

Ora, pois, mas não é que no finalzinho da tarde nos reencontramos e, sem qualquer pretensão, lhe perguntei se sabia ou se havia visto um dos nossos colegas de infância.

Daí, qual a minha surpresa em ele de imediato começar a tecer palavras que desvalorizavam e que davam enorme desrespeito sobre esse nosso colega.

Assustei, sim, é claro!

Mas o que eu levo comigo com esse nosso bate-papo de fim de tarde? É que, se não for bem ensaiado, deve ser muito irônico a maneira como tem sido os diálogos e as tratativas de nosso tempo.

O respeito e a reciprocidade de uns para com outros estão sendo alterados pela ironia ou seria mero distúrbio contemporâneo...

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