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Pandemia: busca por terapia cresce

FolhaPress
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Quando a pandemia da Covid-19 foi decretada, em março de 2020, famílias passaram a conviver dentro de casa numa frequência antes inimaginável. O medo da morte, a insegurança generalizada e o aumento da ansiedade fez com que pessoas corressem em busca de psicólogos.

Nos piores momentos da crise que matou mais de 660 mil brasileiros, pacientes em isolamento social, com a casa cheia de familiares, se amontoavam nos banheiros ou recorriam aos bancos de carros para fazer terapia online.

Após um período de agendas lotadas e pacientes em desespero, especialistas analisam que, agora, as pessoas estão começando a deixar o modo "sobrevivência biológica" de lado e passam por um momento de reflexão sobre o que mudou nos últimos dois anos. É o momento de vivenciar lutos, tanto de pessoas que morreram quanto de projetos que foram descontinuados.

Hoje, psicólogos notam que a agenda está mais estabilizada do que no início da pandemia. O perfil daqueles que buscam terapia também mudou. Antes, a procura acontecia no estilo "pronto-socorro", em que pacientes precisavam ser ouvidos com urgência.

"Agora, as pessoas estão mais assentadas. Passou o susto e o medo está começando a recrudescer", analisa a psicanalista Blenda de Oliveira. "Mas algumas pessoas ainda estão com um pouco de medo e desconfiadas", pondera.

Após um período assustador, reflete Blenda, é comum que a maioria das pessoas esteja, como diz o ditado, como "gato escaldado que tem medo de água fria''. "Sinto as pessoas com o pé atrás, o que eu acho que é bastante razoável e cada um tem que ir no seu ritmo", diz.

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