Atual campeão mundial e europeu de clubes, o Chelsea (ING) foi vendido na noite desta sexta-feira (6), horário britânico, para um consórcio americano. Os US$ 3,1 bilhões (R$ 15,75 bilhões) representam o maior valor já pago por uma equipe de qualquer esporte. O consórcio é liderado pelo bilionário Todd Boehly, que também tem participação no Los Angeles Dodgers, uma das franquias mais tradicionais da MLB (a Major League Baseball), a liga profissional de beisebol dos Estados Unidos.
Segundo texto divulgado pela agremiação, o dinheiro será mantido em uma conta com a intenção de que seja integralmente doado para entidades filantrópicas, como havia sinalizado antes o antigo dono, o russo Roman Abramovich.
Para a venda de qualquer clube da Premier League ser finalizada, é preciso a chancela do governo britânico e do próprio órgão que administra o campeonato. Na teoria, é investigado se os compradores têm integridade pessoal e financeira.
O sistema já foi questionado no passado por causa das vendas do Manchester City e do Newcastle para empresas ou pessoas ligadas, respectivamente, às famílias reais dos Emirados Árabes e da Arábia Saudita.
"Além disso, os novos donos se comprometem a investir 1,75 bilhão de libras [R$ 11 bilhões pela cotação atual] em benefício do clube. Isso inclui investimentos em Stamford Bridge [o estádio do Chelsea], a academia, time feminino e Kingsmeadow [estádio usado por elas] e continuar a financiar a Fundação Chelsea", diz o comunicado divulgado pela agremiação.
A confirmação da venda é esperada para o final deste mês, o que deve colocar Boehly e seus sócios em condição de também definir a estratégia para o elenco profissional masculino. A nova temporada da Premier League começará em agosto.
O técnico Thomas Tuchel, que levou o time ao título da Champions League de 2021 e ao Mundial deste ano, já disse esperar continuar. A venda do Chelsea se tornou inevitável por causa da Guerra na Ucrânia.
O governo do Reino Unido impôs sanções a magnatas russos com bens no país e vistos como ligados a Vladimir Putin. Um deles foi Abramovich, empresário que fez fortuna com a compra de estatais após o desmantelamento da União Soviética, no final do século passado.
Ele é visto como amigo de Putin e, sem poder entrar na Inglaterra por causa das sanções, tem vivido em Israel.
No início de março, Abramovich divulgou comunicado afirmando que, de forma relutante, aceitava vender o Chelsea. Como parte das punições, o governo britânico havia congelado todo seu patrimônio no país. O clube estava incluído.