Brasília - O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta segunda-feira (9), a suspensão da autorização de exploração do garimpo em trechos do rio Negro que banham terras indígenas praticamente intocadas na Amazônia.
Segundo o MPF, há, no total, 33 requerimentos para lavra, pesquisa ou licenciamento dentro dessa área, a grande maioria relativos à exploração de ouro.
O chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, general Augusto Heleno, autorizou o avanço de sete projetos de garimpo em áreas reservadas da Amazônia - cinco deles nos trechos citados do Rio Negro.
O Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) analisou as coordenadas geográficas dos sete projetos autorizados e identificou as cinco que tocam os trechos Médio Rio Negro 1 e Médio Rio Negro 2.
Nos dois espaços vivem 3.300 indígenas.