Agenda Econômica

Empresas de pátios marcam reunião de emergência contra própria extinção


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São Paulo - Um grito de socorro pela sobrevivência. Essa é a frase que os proprietários dos pátios que fazem a guarda de veículos para o Detran no Estado de São Paulo estão usando para definir a reunião que a Associação dos Proprietários de Guinchos e Pátios do estado de São Paulo (Apagesp) marcou para o dia 30 de maio, na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, região centro-sul do Estado de São Paulo.

De acordo com o presidente da Apagesp, Fernando Carvalho, a reunião de emergência está sendo convocada e definirá as medidas a serem adotadas para sensibilizar o governo do estado a não implantar o novo modelo de licitação para os pátios paulistas da forma que vem sendo elaborado desde o ano passado. O novo formato prevê centralizar todos os pátios da capital e do interior em uma ou duas grandes empresas, quer dizer, um ou dois investidores vão ficar com todos os pátios.

20 MIL TRABALHADORES

Na prática, isso significa extinguir a única fonte de sobrevivência das 400 micro e pequenas empresas que administram os pátios atualmente, além de retirar o sustento de mais de 20 mil trabalhadores entre empregos diretos e indiretos. Para se ter uma ideia, só para efetuar o reboque dos veículos no estado de São Paulo são cerca de 13 mil guinchos em operação".

O presidente da Apagesp entende que "uma mudança tão radical assim não pode ser feita sem ouvir os principais envolvidos.

Em nenhum momento fomos convidados pelo Detran ou pelo governo do estado para tratar do assunto. Apenas ficamos sabendo que está em tramitação essa mudança radical que pode gerar um grave problema social no estado de São Paulo. Nossa esperança agora é que a nova administração escute o nosso apelo".

Sempre oferecemos socorro, agora somos nós que estamos precisando".

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