Nova York - O atirador de 18 anos acusado de matar dez pessoas, a maioria negras, em um supermercado em Buffalo, no estado Nova York (EUA), ameaçou fazer um massacre em uma escola de Conklin, em junho do ano passado.
Um funcionário relatou que o jovem havia feito declarações indicando que o tiroteio seria na formatura da escola. Na época, a polícia informou que a ameaça "não era dirigida para uma pessoa ou lugar específico" e o suspeito foi liberado.
O TIROTEIO
O tiroteio que ocorreu no sábado (14) na cidade de Buffalo. Ele entrou no Tops Friendly Market, na avenida Jefferson, vestindo roupas de estilo militar, pouco depois das 14h30. Duas armas foram apreendidas no local. As autoridades afirmam que ele comprou a arma utilizada no crime legalmente.
O FBI investigará o episódio como "crime de ódio e extremismo violento com motivação racial", informou à Reuters o agente especial encarregado do escritório de Buffalo, Stephen Belongia.
O bairro onde ocorreu o crime é predominantemente negro e 11 das 13 vítimas são negras. Três estão internadas. A polícia acredita que o crime tenha sido premeditado, levando em conta que o suspeito mora em outra cidade e dirigiu por algumas horas.
Após a ação no estacionamento e dentro da loja, o atirador se dirigiu para a frente do supermercado, onde colocou a arma contra o próprio pescoço, mas se rendeu, durante as negociações com a polícia.