Esportes

Mudança de rumo

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

O Sesi Vôlei Bauru informou ao JC que a saída do treinador Roberley Luiz Leonaldo, o Rubinho, se deve a uma mudança no rumo e filosofia de trabalho do time para a próxima temporada. Rubinho e a equipe bauruense não renovaram contrato após 18 meses de trabalho.

O anúncio de encerramento do ciclo em comum acordo, feito nesta segunda-feira (16), pelo próprio time, gerou questionamentos de leitores assinantes, internautas e torcedores com relação à continuidade da comissão, já que o time viveu seu momento mais vitorioso, com título inédito nacional da Copa Brasil e o terceiro lugar tanto na Superliga quanto do Campeonato Sul-Americano de Clubes.

Ao JC, o treinador afirma que a decisão de encerrar o ciclo foi da diretoria do Sesi. Segundo Rubinho, o ideal era dar continuidade ao trabalho porque a equipe estava em amadurecimento e o ideal para que o Sesi Bauru alcance o mesmo patamar de domínio nacional, hoje ocupado por Praia Clube, de Uberlândia, e o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, é manter uma mesma comissão técnica por três a quatro anos, além de investimentos.

Rubinho foi apresentado como técnico pelo Sesi Bauru em novembro de 2020. O técnico agradeceu a Bauru, ao Sesi, aos torcedores e falou sobre sua saída. "Não optei por sair, mas respeito a decisão. Acredito muito em processos e minha opinião é que o trabalho não foi completo. Seria interessante mais uma temporada", declara.

"Por outro lado, mudamos a concepção do time no cenário nacional. Pessoalmente, a passagem pelo time foi muito interessante e gratificante. E agradeço a diretoria do Sesi. O projeto vai crescer muito ainda. Trabalhei no feminino pela primeira vez na cidade e isso me abriu um leque profissional", comenta Rubinho.

TROCA

Reinaldo Mandaliti, presidente do Sesi Bauru, destaca que Rubinho fez um bom trabalho, mas chegou o momento de mudar. "Só temos que agradecer ao Rubinho, um grande profissional que deixa portas abertas. Fez história aqui com título nacional. Eu, como presidente, assumo total responsabilidade pelas mudanças que estamos fazendo. Sempre tive 100% de autonomia do Sesi e assumo os riscos", aponta.

"Vamos em busca de um perfil de treinador que faça integração da nossa base com o profissional. O objetivo é contrato de dois anos e aproveitamento das jovens em quadra. O Sesi investe muito em esporte e na educação nas categorias de base. Estou em conversas com alguns nomes de técnicos, mas ainda não definimos", comenta Mandaliti.

O dirigente não confirma, mas o JC apurou que um dos treinadores que têm perfil desejado é Marcos Kwiek, que já treinou o time de Bauru e atualmente é técnico da seleção da República Dominicana.

MERCADO

Na temporada 2022/23, o Sesi Bauru irá disputar a Supercopa, a Superliga e o Campeonato Paulista. A reportagem também apurou que a líbero Léia Silva, ex-Minas, 37 anos, natural de Ibitinga e com experiência na Seleção Brasileira, será reforço do time. Mandaliti não confirma.

Também estão confirmadas a ponteira Karina, ex-Barueri, e as renovações da central Mayany, da levantadora Dani Lins e da ponteira Thaisinha (leia mais abaixo). A líbero Nyeme deixou o time e foi para o Minas. Já as ponteiras Drussyla e Suelle devem fechar com o Osasco. Possível destino também da central Adenízia. Além delas, a oposta Nia Reed foi escolhida no draft sul-coreano e deve jogar voleibol do país do oriente ou na Europa. A central Mara também deve deixar o Bauru.

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