Geral

Apesar de provocar menos sede, frio aumenta necessidade de beber água

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Com os termômetros marcando mínimas recordes, os bauruenses precisaram tirar as blusas e cobertas dos armários nesta semana. E, durante esses dias frios, é comum reduzirmos o consumo de água, porque a ausência do calor diminui a sensação de sede. Contudo, especialistas alertam que, para o funcionamento adequado do nosso organismo, a ingestão do líquido se torna ainda mais fundamental justamente nos períodos de baixas temperaturas.

Segundo o médico bauruense Guilherme Pupo, que é clínico geral e geriatra, com o frio, o corpo acaba queimando mais gordura e gasta maior energia para se manter aquecido.

Com isso, são realizadas mais reações químicas e, consequentemente, um volume maior de água é usado pelo nosso organismo. Inclusive, é também por esse motivo que, nesta época, as pessoas sentem mais fome.

"Então, temos que ter atenção redobrada nos períodos frios com a quantidade de líquido que estamos ingerindo. E não significa que precisamos beber tudo em água. Sopas, chás e sucos também podem entrar na conta. Além disso, é necessário que a gente tenha uma alimentação saudável e balanceada para fornecer energia suficiente ao corpo. Mas só a boa alimentação não é suficiente", afirma o médico.

O MÍNIMO

Mas quanto de água é o ideal bebermos? De acordo com Pupo, esse volume varia para cada pessoa. Contudo, segundo ele, a ingestão de, no mínimo, 1,5 litro de líquidos diariamente é crucial, a começar pelo fato de que 75% do corpo humano é composto por água.

"Para se ter uma ideia, só no processo de respiração, perdemos cerca de 800 mililitros de água por dia. O corpo também usa aproximadamente 800 mililitros diariamente para as reações químicas. Ou seja, somente nos processos básicos do organismo, sem contar transpiração e outros, já gastamos entre 1,5 e 1,6 litro. Por isso, a ingestão, ao menos, da quantidade mínima de líquidos por dia é essencial", explica.

Além disso, a água é fundamental ao funcionamento adequado de vários órgãos, como o intestino, rins e o coração.

DESIDRATAÇÃO

O médico ressalta que as pessoas que não consomem a quantidade de líquidos necessária podem sofrer as consequências da desidratação, como dores de cabeça, fadiga, dificuldades cognitivas e de concentração, e até perda de memória.

"Por conta desses sintomas, alguns casos mais graves de desidratação chegam a ser confundidos com quadros de demência. Isso é ainda mais comum entre idosos, já que, com o avanço da idade, as pessoas perdem a sensação de sede e diminuem ainda mais o consumo de líquidos", complementa Pupo.

Por fim, o médico destaca a importância de tomar a quantidade adequada de água em qualquer época do ano, para garantir o bom funcionamento do corpo humano.

Comentários

Comentários