Após o empate com o Corinthians por 1 a 1, no último domingo (22), pelo Campeonato Brasileiro, o São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (23), os preparativos para o último confronto válido pelo Grupo D da Copa Sul-Americana, diante do peruano Ayacucho.
Líder da chave com 13 pontos e já classificado antecipadamente para as oitavas de final do torneio continental, o São Paulo receberá os peruanos na noite da próxima quarta-feira (25), a partir das 19h15, no Morumbi.
VENDAS
A possibilidade de perder jogadores na janela de transferências do meio do ano ligou o alerta em Rogério Ceni. Na entrevista coletiva depois do empate do São Paulo com o Corinthians, o treinador cobrou que haja uma estratégia por parte da diretoria antes que qualquer venda seja concretizada.
"Vamos nos antecipar para achar no mercado algum jogador que possa fazer a função daquele que será vendido. Alguns jogadores são chaves, se eles saírem sem reposição, também teremos uma queda", disse Ceni.
O presidente Julio Casares afirmou que o São Paulo precisará vender jogadores para cumprir a meta de R$ 142 milhões prevista no orçamento do clube. Até o momento, o São Paulo acumulou R$ 25 milhões com as negociações de Marquinhos (R$ 18,3 milhões) para o Arsenal, da Inglaterra, e Tiago Volpi (R$ 7,3 milhões) para o Toluca, do México.
"Converso com a direção como um todo. O São Paulo é assim. Vai ter uma venda do Antony que vai entrar um bom dinheiro, arrecadou nas vendas que aconteceram agora (Volpi e Marquinhos). Pode ser que o São Paulo precise vender um jogador, e não deveria vender um jogador por menos de dois dígitos", prosseguiu Ceni.
"O São Paulo é time para vender jogador acima de 10 milhões de euros. Nesse caso, ok. Mas temos que pensar, planejar e ir em uma Série B (do Brasileiro) trazer uma peça de reposição. O São Paulo formou grande time com jogadores do Goiás, quando esse estava na Série B. Precisamos de desejo, alma e vontade, não de nome. E ter programação com antecedência", concluiu Rogério Ceni.