Tribuna do Leitor

Pesquisas eleitorais

Pedro Valentim
| Tempo de leitura: 1 min

Em campanha eleitoral, principalmente em eleição presidencial, é comum vários setores da sociedade agirem com a emoção e não com a razão.

Por exemplo: temos aqueles militantes e simpatizantes que só acreditam nas pesquisas eleitorais quando seus candidatos estão liderando. No contrário, começam a apregoar que as pesquisas são falsas e manipuladas.

Umas das mentiras que estão publicando e, infelizmente, tem profissionais do meio de comunicação ajudando a divulgar a falácia é a de que nenhum instituto de pesquisa acertou que o Bolsonaro ganharia a eleição em 2018. Tal afirmativa é fake news misturado com má fé. No dia 18 de outubro de 2018, o Datafolha e o Ibope divulgaram que o Bolsonaro tinha 59% e Haddad 41% dos votos válidos. Ou seja, as pesquisas saíram faltando 15 dias para o 2º turno, que ocorreu no dia 3 de novembro. E dentro da margem dos erros, acertaram em cheio com placar final de 55% para o Bolsonaro e 44% para o Haddad.

Simpatizantes e profissionais dos meios de comunicação bolsonaristas também questionam a pontuação e liderança de Lula nos levantamentos. Oras, se o Haddad teve em 2018 os 44% das intenções de votos no 2º turno, é natural que esses votos são do Lula hoje. Trata-se de lógica e de um simples exercício de matemática política. Mas os piores cegos são aqueles que não querem enxergar.

Cabe ao atual presidente, que hoje aparece com 32% das intenções de votos, correr atrás dos 23% que perdeu no decorrer dos quatros anos que governou. E com os preços de quase tudo nas alturas e sufocando os pobres, vai ser muito difícil recuperar.

PS - Seria interessante um amistoso festivo entre o Noroeste x Portuguesa, campeões da A2 e A3 aqui no Alfredão. Uma boa sugestão.

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