Brasília - A pré-candidata do MDB à Presidência da República Simone Tebet afirmou nesta quinta-feira (25) que não tem dúvidas de que o PSDB vai apoiar o seu nome e dar o aval para concorrer em nome do grupo de partidos da chamada terceira via. Tebet recebeu o aval do MDB nesta terça-feira (24) para ser a candidata da terceira via. No mesmo dia, o Cidadania também realizou reunião da sua executiva nacional e chancelou o nome da senadora.
E ontem ela se pronunciou pela primeira vez. Tebet também minimizou eventuais resistências a seu nome dentro do próprio MDB. Disse que pode não ser unanimidade no partido atualmente, mas que a sigla estará unida na convenção partidária - que dará a palavra final sobre a candidatura. O presidente Baleia Rossi (MDB-SP) havia dito no dia anterior que seu nome era chancelado por 90% do partido, embora haja alguns diretórios, em particular no Nordeste, que são contrários à candidatura própria.
ALIANÇA
Tebet também completou que a construção de uma aliança com o PSDB está em andamento e disse estar segura que os tucanos estarão ao seu lado. Nesta semana, o ex-governador João Doria anunciou a desistência de concorrer, após se ver isolado e perder o apoio do seu próprio partido.
Dentre os partidos que permanecem no bloco, falta ainda a aprovação do PSDB, em reunião que deve ser realizada no dia 2 de junho.
Ainda patinando nas pesquisas eleitorais, Tebet disse que agora começa uma nova caminhada, com viagens ao Brasil para tentar divulgar as suas propostas. Afirma que ainda é desconhecida da população que por enquanto se manifesta escolhendo atualmente o "menos pior".
"Estou pronta, preparada, me sinto honrada com essa missão, ciente dessa responsabilidade. Mas com fé em Deus vamos lograr êxito, vamos para o segundo turno, e, no segundo turno, vamos ganhar essa eleição", afirmou Simone.
Simone Tebet também ressaltou a importância do voto feminino nessas eleições e disse que hoje "mulher vota em mulher" e também "homem vota em mulher". Ressaltou a importância de haver uma política candidata à Presidência, argumentando que uma "mulher que se empodera, empodera outra mulher".